A primeira vez que ouvi uma música do Wim Mertens foi no filme/documentário Nós que aqui estamos por vós esperamos de Marcelo Masagão. Aliás, do meu ponto de vista, o Masagão consegue – neste filme – superar o Godfrey Reggio na combinação imagens e música para contar uma estória. Creio que ele o consiga, principalmente, porque a conte sob o ponto de vista do cidadão comum sem querer te convencer de algum possível engajamento.

Mas voltando ao Wim Mertens, este compositor belga segue a linha um pouco mais melódica do minimalismo e produziu concertos para compositores famosos dessa escola como Philip Glass, Steve Reich e Terry Riley. Eu ouvia esse pessoal desde os anos 80, bem antes de o Glass popularizar esse tipo de música aqui no Brasil depois da trilogia de Reggio. Cheguei inclusive a ler o livro “American Minimal Music” de autoria do Mertens, mas nunca havia escutado uma composição sua já que naquela época – e mesmo ainda hoje – era difícil ouvir algo que não fizesse sucesso nos EUA.

Graças à Amazon na Alemanha, consegui encontrar e comprar alguns CDs depois de ter pesquisado e descoberto que a discografia dele é vastíssima: são mais de 70 CDs desde 1980 até hoje.

Para vocês ouvirem um pouco de seu minimalismo melódico, encontrei o 4 Mains (4 Mãos), faixa que saiu no CD The Belly of an Architect (2000).


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