Em Busca da Relevância
Esse post do Renato Shirakashi – Há algo de errado com a blogosfera brasileira – traduz muito bem a minha sensação destes últimos meses, culminando com a minha ausência por estas bandas durante esses dias.
Tenho repensado, como muitos outros blogueiros, o papel que um blog pode ter e a cada dia que passa, vejo que a relevância passa bem longe de links e rankings ou por alguma métrica que esteja atualmente em alta.
Não, eu não nego essas estatísticas, não. Inclusive as uso para verificar se tudo o que ando fazendo vai no caminho certo, se as visitações continuam aumentando, se estou conseguindo atingir mais e mais pessoas com os meus textos. Mas daí dizer que isso aí é relevância, vai uma distância bem grande.
Do mesmo modo, vejo muitos blogueiros fazendo posts sobre assuntos pertinentes – violência, censura, meio ambiente, etc – mas não consigo enxergar nenhuma ação real. É mais ou menos como se fosse aquele cara na sala de aula que diz algo polêmico – que nem ele mesmo acredita – apenas para atrair atenção para si. Atrai-se leitores, muitas referências, eventualmente criam-se discussões, mas nenhuma ação. É o vulgo NATO – No action. Talk only. Nenhuma ação. Só blá-blá-blá.
A relevância, no meu modo de ver, diz cada vez mais a respeito do que se é possível realizar no mundo offline a partir do mundo online. Algo que realmente fizesse a diferença para mais alguém e não só para mim.
São essas ações que não vejo acontecer por aí, com raras exceções.
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seu post está meio confuso, tive q re-ler e ainda nao entendi direito o que você quis dizer com relevância, mas vou comentar do artigo original:
ele tem toda a razão! o que a gente mais vê é pessoas que querem ganhar dinheiro com o blog por ai. Tudo bem ganhar dinheiro, mas eles abrem o blog justamente por isso, e enchem de hotwords, submarino, adsense, mercado livre, buscapé e tudo que tiverem direito, não sou contra monetizar o blog (até mesmo com os citados acima exceto o hotwords), mas faça isso de maneira “simpática”, sem jogar tudo na cara, estes seriam os caras que se o adsense permitisse iriam colocar os anuncios em pop-ups.
Mas o que as pesquisas vem mostrando (acho q li aki) é q a blogosfera é algo passageiro, os blogs vem alcançando um patamar, nao vem sendo mais criados tantos!
Jardel,
relevância para mim é conseguir fazer o seu blog atuar a favor do mundo offline.
Essa ação é que não vejo acontecer.
Nada contra para quem quer atuar apenas no mundo online, mas para mim, isso é muito pouco.
abraço
Norberto!
Magoei! Tou com 3.500 pirralhos ( por enquanto…) ensinando-lhes o gosto pela Literatura… veja em http://www.clubeletras.net/org
Mas brinco… é que estou feliz com isso e aproveitei para o jabá institucional.
Na verdade, Norberto, você é dos blogueiros que acompanho desde sempre com seu idealismo de fazer de blogues um canal de discussão e, principalmente, ação.
Li o artigo referido (várias indicações nos feeds…) e entendi o que o Renato pretendeu mostrar. E concordo.
Alias, você e eu fomos já artífices de discussões nesse sentido, coisa de um ano atrás, quase.
O fato é que houve uma expansão e profissionalização superou o partilhar e discutir. Informação é para ser rapidamente digerida e alimentar bases para postagens próprias. Afora isso, ficou tempo perdido.
A partir do momento que impõe-se metas a serem alcançadas, ficamos escravos delas.
Estabeleci várias metas (um experimento apenas… não sei até quando fico por aqui, no blogue…) e gostei da adrenalina.
Para mim, é ocupação de tempo. Mas não me furto em parar em discutir quando o assunto atrai. Como agora.
Alías, isso já uma discussão. É isso.
Mas, vamos ficar por aqui. Alguma coisa para se aprender, sempre surge.
Abraços!
Sérgio,
realmente estamos na era do “fast food” da informação. E às vezes acho até estranho quem pede desculpas por um e-mail ou post com mais de 3 parágrafos.
Fica parecendo que não temos tempo para nada, quando na realidade o desperdiçamos.
Agora, não precisa ficar magoado, não. Como disse, as raras exceções existem, e o “Amigo de Letras na Escola” é um bom exemplo disso.
abraço
Norberto, eu acredito que o movimento blog, já deu o que tinha que dar. Muitos publicitários e analistas/técnicos de TI, se lançaram nos blogs para ganhar visibilidade e conseguiram, agora eles foram contratados por grandes empresas ou fizeram as deles; agora vem uma nova leva que chega com gás para trazer novas idéias e os antigos estão bem atuantes no mundo off-line, que afinal de contas é a base – não o oposto – de sua extensão: a internet.
Não sou um grande blogueiro – nem sei se blogueiro sou, mas da minha parte posso dizer que vivo uma intensa experiência em sala de aula que nos próximos meses será levada ao BlogMestre penso que deve ser assim. Poderia até escrever textos por lá agora, mas sinto a necessidade de digerir o momento, para depois, levar informações relevantes para os amigos.
Abraços e sucesso!!!
Luiz,
o movimento blogueiro nem sei se existe, dada a multiplicidade dos blogs que existem por aí.
Eu só acho que ficar classificando um blog como sendo bom, aquele que faz jornalismo ou coisa que o valha, é puxar a sardinha…
Quanto ao blogmestre, acho que faltou gás da minha parte. Mas espero que o seu não tenha se esvaido ainda…
abraço
Ei Norberto, rapaz como disse no momento estou em fase de digestão… admiro muito o trabalho de alguns blogueiros devido à experiência que trazem do off, acredito que essa seja uma das suas qualidades e de tantos outros amigos. Busco um amadurecimento de idéias para efetuar um trabalho que seja instigante para todos. Dessa forma não faltará gás para ninguém. Estou firme no propósito de efetuar um trabalho na internet que faça grande diferença na vida das pessoas que estiverem envolvidas nele. Mas para isso tenho que me preparar mais.
Obrigado pela força que você sempre dá nos projetos que levam luz a internet..rss
Abraços…
Muito bem dito, Norberto! E não vou puxar brasa pro meu atum — não curto muito sardinha… –, pelo menos não pelo caminho convencional.
A verdade é: fazer é difícil, infinitamente mais difícil que falar. E reverencio muito quem faz acontecer, eu mesmo estou longe disso. Crio minhas desculpas e et cetera e tal, mas acho que a verdade é que não me dou a importância que realmente tenho. Faz parte de mim.
Por isso mesmo resolvi falar menos, e incluir um pouco mais do pessoal no unverso blog. No mundo offline… a gente faz o que pode, e um pouco menos. Não me orgulho disso.
Parabéns, e muita sorte.
“fazer é difícil, infinitamente mais difícil que falar”
Essa máxima vale em todo lugar, inclusive no mundo online…
abraço
Relevância é uma questão complicada. Eu também ando em busca dela, e eita bichinho esquivo!
Concordo com você em que a relevância só pode ser encontrada olhando para outra coisa que não seja nosso próprio umbigo; como você bem disse, “Algo que realmente fizesse a diferença para mais alguém e não só para mim”. E concordo com a importância do que é possível realizar no mundo offline, a partir do online. Mas não sei se esse é o único caminho – ou se tem necessariamente que ser um caminho direto.
Não será importante a conscientização? Os blogs são bons lugares para conscientizar e ensinar outras pessoas. Se um número suficiente de blogs se preocupasse com escrever sobre coisas importantes, à médio e longo prazo haveria um impacto no offline. Não?
Será que só escrever, sem tomar ação prática, não tem valor? A diferença entre a Internet e a sala de aula é o alcance – o público é muito maior na Internet. Mas se o caso é esse, quanta gente está escrevendo sobre questões importantes, fazendo algum tipo de trabalho de conscientização e educação? Quanta gente está interessada em ler sobre coisas relevantes, em vez de “fulana na Playboy”?
Realmente, questão complicada. Eu ainda não achei respostas.
Nospheratt,
a relevância é realmente uma questão complicada.
É possível tomar a ação prática no mundo offline através do blog.
Esse é um ponto de vista que é possível de se colocar em prática, basta querer juntar as pessoas com a mesma vontade. E nisso a internet é muito boa.
abraço
Oi, Norberto. Acompanho seu feed faz algum tempo e achei formidável este texto. Quanto à relevância ela pode ser criada com um certo “trabalho extra… ”
Costumo indicar textos “relevantes” à professores (tanto meus ex-professores do secundário, quando ex-profs da faculdade, amigos professores, etc.); indico para pessoas que conheço que trabalham em escolas, empresas, ou qualquer outra coisa onde eu saiba que será aberto algum espaço para discutir o tema. Geralmente pessoas bem articuladas, que falam bastante, que questionam, que reenviam…
Sempre sugiro aos meus contatos que não deixem os temas sociais e ecológicos caírem no vazio do esquecimento.
Sempre sugiro aos professores que levem estes temas aos seus alunos, que montem aulas em cima deles.
Sempre ensino o que eu sei de informática a quem sabe menos e ensino de graça, sempre que possível; principalmente pessoas que não têm dinheiro para pagar para aprender. E SIM, sempre uso, testo e indico, ensino a usar programas gratuitos(Opensource). Sou fã de carteirinha…
Relevante é o que se destaca, então pra ser relevante mesmo o ideal é que melhore a vida de alguém, de algum modo. É aquele tal de “fazer a diferença”. E a diferença se faz com solidariedade, divulgando aquilo que é útil a todos, ensinando (principalmente às crianças e seus professores), promovendo o conhecimento!
Isto é “rede solidária”.
MPolten,
do meu ponto de vista, a relevância começa compartilhando-se o conhecimento que temos. É aí que, do meu ponto de vista, começamos a “fazer a diferença”.
abraço
[...] passada, o Renato Shirakashi publicou um post sobre o tema, repercutido pelo Norberto – que sente falta de ações concretas. São duas pessoas que respeito e preciso dizer, conheço ao vivo – aquele passinho que faz toda a [...]
É difícil mesmo ser relevante, pelo menos no sentido que você ponderou. Criar uma audiência fiel, que saiba interagir, que faça colocações interessantes e que estimule o debate… difícil, difícil. Até porque não tenho certeza se existe tanta gente assim que quer participar ativamente da esfera cibernética. Direito dessas pessoas, certo?
Tainã,
o ponto é exatamente este. Sair da “passividade” de escrever um texto no blog e fazer com que as pessoas com os mesmos interesses venham a se juntar e fazer algo.
Relevância é Que Nem Bunda…
Ouvi no rádio sobre uma pesquisa, provavelmente feita na Inglaterra, já que lá eles parecem ter tempo e dinheiro para pesquisar literalmente qualquer coisa, que dá conta daquilo que já sabemos há tempos sem gastar um centavo.
60% dos visitantes …
“Descobri ” blogs a 15 dias, com a intenção de descobrir recursos técnicos, a principio o mais importante foi aprender a usar um computador, alguns recursos alem de abrir e enviar e-mails , ou seja, o básico. Fiz alguns passeios por blogs, algumas experiências pessoais, e estou a ponto de encerrar as experiências porque entrei no reino da futilidade explicita, e declarada como valor supremo da espécie. Relevância? em que universo isto foi parar? Pena que um recurso com tanto potencial, eu penso, tenha atingido este status de “nada”. Bem, hoje descobri este aqui. Vou esperar mais uns dias, antes de encerrar esta experiência. De resto, se voce for ter a curiosidade de ver de onde vim, saiba que em tudo, só estava ” testando”. Mas concordo bàsicamente com vossas análises ( ou diria lamentações ?)
Norberto,
Eu vi sua resposta lá no forum de monetização, a respeito de cadastrar um .com.br na bluehost, gostaria de saber se você já realizou este tipo de processo, em caso afirmativo, teria como mandar um exemplo do ticket que você abriu? Pois meu inglês não tá 100%..rsrsrs
Desde já agradeço…
E muito sucesso para o seu blog.