Hoje eu me lembrei de um filme japonês que assisti há muito tempo e que se chama Depois da Vida (Wandafuru Raifu – 1998).


Depois da Vida

Esse filme, como vocês poderão ler na crítica que linkei, se passa num lugar onde esperamos para fazer a transição para o mundo dos mortos. E nessa espera de 3 dias, tem-se que escolher APENAS uma memória da qual poderemos levar conosco para sempre.

A primeira memória que eu pensei em escolher foi a do dia do meu casamento. Nesse dia soube que o passo que estava dando era o mais acertado que já tinha sido feito em toda a minha vida. E até hoje, depois de quase 8 anos de casado, ainda tenho essa certeza.

Mas pensando melhor, vi que a escolha havia sido egoísticamente apontada. Existe uma lembrança muito melhor que traz alegrias para mim e para a Nalu, como no casamento, mas que se repete todos os dias. É o nascimento do nosso filho, que não-coincidentemente marcou o nosso nascimento como pai e mãe.

Talvez seja até normal os pais acharem que o seu filho é especial, mas no nosso caso, quando as pessoas que tem contato com ele diariamente dizem o mesmo, é porque há algo que o ilumina. Então, eu só tenho que agradecer a felicidade que me dá, todas as vezes em que olho para ele e vejo aquele sorriso maroto.

E porque eu estou aqui falando desses lugares comuns – que de comuns não tem nada, porque raramente vejo isto por aí – ?

É porque serei pai novamente. E sei que cada vez mais, vai ser difícil ter que escolher APENAS uma memória para guardar.


Lugares Comuns

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