Beijing, Beijing e tchau, tchau
Esse jornalismo esportivo anda pisando na bola. Ou será que sou eu que sou chato?
As OlimpÃadas de 2008 acontecerão em qual cidade? Alguém aà poderia me responder?
É Beijing pra cá, Beijing pra lá… Será que eles faltaram na aula de geografia, justamente naquela que falava sobre a China e principalmente de Pequim?
Para quem não sabe, o nome da cidade chinesa é 北京, mas para que os ocidentais possam dizê-la foi inventado a romanização, ou seja, a escrita fonética daqueles ideogramas. No idioma chinês, esta romanização é o pinyin (no idioma japonês é o romaji) e a grafia correta do nome da cidade é Běijīng, mas se esquecem dos sons que elas representam nesta romanização. A letra b e j representam respectivamente os sons p e t. Assim, em português, soaria mais ou menos como peitchin. Ouça como se pronuncia.
Se então não vamos pronunciar nem escrever as palavras como na lÃngua original, então porque dar preferência a uma pronúncia e grafia que não é nossa?
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É verdade, Norberto. E pouca gente sabe que Beijing é a mesma cidade que Pequim. Eu acabei descobrindo porque em inglês se fala Beijing mesmo. Só aqui que falamos Pequim. Também acho que o certo seria o uso de Beijing ao invés de Pequim, assim como prefiro New York a “Nova Iorque”.
Abraços!
Fabio,
se vamos adotar o idioma original do paÃs o qual a cidade pertence, então, devemos adotar este critério para todas elas.
Você saberia me dizer o nome original de todas elas?
Não é mais sensato utilizar a versão da lÃngua portuguesa para todas elas?
Por que dar preferência à grafia e pronúncia do idioma inglês?
abraço
Também já havia notado essa pisada na bola da imprensa…
Number202,
parece-me uma falta informação completa. Uma pisada na bola de formação, coisa que aliás neste paÃs é muito comum.
abraço
Claro, Norberto, também acho que o critério deveria ser o mesmo. E apesar de eu gostar muito da lÃngua inglesa, no Brasil o critério deveria ser o da própria lÃngua portuguesa. Pior ainda é misturar, uma vez usar um critério e depois outro.
Abraços!
Fabio,
talvez seja essa necessidade que temos de copiar tudo dos EUA, e pensando que tudo é deste modo, seja um pé no saco…
Não digo que tenhamos que ser radicais, mas um pouco de aula de geografia cairia bem…
abraço
Norberto, puta informação legal, desconhecia tal fato….
Mas o interessante é que desde que me lembro do primário já se falava Beijing, então acho que é coisa enraizada, difÃcil de mudar.
Abração
PS. A paródia do tÃtulo ficou HORRÃ?VEL
Neto,
escola já ensinando como sermos copiadores dos EUA…
Pode-se escrever Beijing, desde que se lembrem que a pronúncia não é esta…
Mas como dizem, até explicar que nariz de porco não é tomada, vai um longo caminho…
Ué, você gosta da Xuxa? Não?
Nem eu.
O Luciano do Valle se não me engano fala “Beijin”.
Será que eles não fazem reunião para como vão chamar as “coisas” na Band?
Se não me engano, durante a copa de 2002, cada reporter da Globo chamava os estádios com uma pronúnica diferente. Ai passaram uma circular “interna” e ai tudo foi uniformizado!!! Aconteceu a mesma coisa com “Perigo de morte” que virou da noite para o dia “Perigo de Dia”.
Jonny,
você deve estar se referindo aos jornalistas alterarem de “Tal pessoa não corre mais risco de vida” para “Tal pessoa não corre mais risco de morrer”
O fato é que a adoção de falar Beijing é ridÃcula. Vamos adotar a pronúncia original, então: Moscou é moskva, polônia é polska, Japão é nippon, Nova Iorque é nÃu iorque, e por aà vai…
Mas o engraçado de tudo é que a Globo, fala Pequim mesmo e não adotou essa besteira de falar Beijing. É de se surpreender. Talvez seja por isso que as outras emissoras estejam falando diferente… vai saber.
abraço
ahahaha.. Jura que estao falando Beijing na TV??? Adorei sua explicacao fonetica.
BJin BJin tchau tchau!! eheheh
AleB,
estão, sim. Cada vez que ouço Beijing, fico pensando se o locutor sabe que Pequim e Beijing são a mesma cidade…
abraço
rsrs, estava pensando em escrever algo parecido, é muito beijin para lá e muito beijin pra cá. E se fosse peitin? rsrsrs…
mas aqui se le o que se escreve ( ¬¬) e vai acabar sendo beijin para todos os lados.
[]s
Filipe ~ http://www.sopojo.com
Filipe,
se aqui se lê como se escreve, então os miguxos seriam os “reis da cocada”…
abraço
Cara, concordo com você meu brother. Sempre conheci como Pequim, e até estranhei quando vi Beijing, depois é que fui ver que se tratava da mesma cidade. Mas, como disse, na escola sempre me foi ensinado que era Pequim.
Daqui a pouco vai ficar: Beijing – Chaina. haha
Mário,
brother? Ou Mário Bros?
Do jeito que vai, quando alguém disser amém, vai ter gente pensando que é um monte de homem…
abraço
Norberto, já tinha visto essa palhaçada em vários lugares. É estranho como alguns emburreceram tão rapidamente… Em tempo, sugestão para saber mais:
Pequim ou Beijing 2008?
André,
é difÃcil. O fato é que muita gente acha mesmo que Beijing e Pequim são cidades diferentes… Quando digo que são a mesma, ficam com aquela cara de: :O será que é mesmo?
Credibilidade é isso mesmo: induzir todos a colocarem o cérebro em modo “desligado”…
Bem observado……nós conhecemos pouco dos idiomas que não possuem alfabeto semelhante ao nosso……….O Russo, por exemplo, que possui uma série de palavras parecidas com o português (provavelmente por proximidade da Romênia, mas tô chutando alto demais agora)……….mas a grafia é totalmente diferente………10 vogais e 21 consoantes, além de 2 letras só para servir como se fossem nossos acentos…………E a escrita, ainda por cima, é fonética……..
Temos que aprender a nos abrir para outras culturas…aliás, como tu digitou ideogramas???
Renato,
das culturas orientais se conhece muito pouco. E as que são mais conhecidas, como o Japão, a Coréia e a China, sofrem uma deformação por esse mesmo desconhecimento. Escrever Beijing ao invés de Pequim é apenas uma delas.
Quantas vezes eu já vi programas imitando japoneses, mas falando com sotaque chinês?
É mais ou menos confundir turcos com armênios…
abraço
Ah! esqueci de dizer que os ideogramas foram puro copiar e colar. Eles já estavam escritos nesta forma lá no Wikipédia…
abraço
Grande Norberto!
Belezura de post. Comecei a ouvir essa viadagem (não de homofobia, viadagem não é relativo a homosexual ou gays) na imprensa paulista. Durante o auge da guerra no Irã, a imprensa paulista também falava nomes de lugares de forma diferente do resto do mundo.
Obrigado pela aula.
Abraços e sucesso,
Beleza, Nelson?
eu não sei o que acontece e nem o porquê disto. Às vezes acho que é o excesso de cosmopolitismo de Sampa que faz as pessoas perderem a noção…
abraço
Nossa… pq eu escrevi “Perigo de Dia”????
mas vc entendeu o que eu quis dizer…
na verdade eu só voltei aqui para colocar esse link que achei bastante interessante, e explica bem a situação
http://www.sualingua.com.br/06/06_pequim.htm
Abraços
Jonny,
acabei de ler e “matou a pau”. Disse tudo o que eu disse, queria dizer e um pouco mais.
abraço
Grande Norberto …
Puxa achei muito legal a sua iniciativa em criar essa página. Os assuntos são interessantes. Esses dias eu estava no “googlee earth” e digitei “Pequim” para visulizar essa cidade. Para minha total surpresa (ignorância mesmo!) apareceu a cidade de Beijing. Mas minha mente ficou confusa porque desconfiei que se tratavam da mesma cidade !? Bingo! Somente agora tenha certeza! Ficamos quase sempre confusos quando uma ilusão de nossa mente “desaba” como se fosse um “castelo de cartas”. Talvez isso explique porque ando tão confuso ultimamente: muitas coisas que para mim eram “verdades absolutas” simplesmente “ruÃram” diante de mim. Sinceramente Norberto, já “não sei mais nada de nada”. Quer dizer, eu “já não sabia antes” (mas era um ignorante inconsciente). Agora, na verdade, “continuo não saber de nada” (mas passei a ser um ignorante, pelo menos, “consciente” da própria limitação). Nem sei o que é pior nisso. Às vezes chego a pensar que ser um “alienado” poupa um pouco o sofrimento das “desilusões”, mas sei que não é por aà que viveremos melhor. Bem, para terminar: espero um dia conhecer a cidade de “Peitchin”, afinal, um “peitim” com um “beijim” de uma mocinha “bonitim” num é nada mal né enquanto me afogo nesse mar de ignorância em que me encontro, haha. Valeu. Abraço
Antônio,
é sabendo do nosso não-saber que aprendemos mais…
Eu aprendi na escola que era Pequim. E não sei porque essa americanização excessiva. Falar Beijing é tão ruim quanto deletar…
abraço